A Renault acabou de anunciar o nome de seu futuro SUV cupê de luxo: Rafale. Para batizar esse modelo, cuja imponência e design ousado não deixarão ninguém indiferente, a escolha recaiu sobre um nome forte, carregado de emoções. E com um toque de ousadia! Qual é a história e o simbolismo do nome Rafale na Renault? Sylvia, responsável pela estratégia de nomes na Diretoria de Marketing Global da marca Renault, nos explica essa escolha, que certamente será sinônimo de ventos favoráveis para o futuro modelo.
Por Nicolas LE BOUCHER
Na Renault, os nomes sempre carregam significado e, por vezes, até mesmo história. E, muitas vezes, ambos! Esse é o caso do Rafale. Uma referência a um passado às vezes esquecido, esse nome se encaixa perfeitamente no posicionamento, na imagem, no design — em suma, no universo do futuro SUV coupé que representará o segmento de luxo da Renault em algumas semanas. Por quê? Sylvia nos conta mais.
Poucas pessoas sabem disso, mas o nome Rafale pertence à Renault e faz parte da história da marca. E hoje estamos usando esse nome pela primeira vez para designar um veículo.
Um nome de renome
Quem não conhece o nome Rafale? Ele carrega uma longa história e um prestigioso histórico de recordes na aviação francesa. Esse legado, aliás, remonta a Louis Renault, há 89 anos. Poucos sabem, mas esse nome pertence à Renault desde 1936.
No início do século XX, a Renault foi pioneira na fabricação de motores a combustão para automóveis, mas também para trens (vagões motorizados) e até mesmo para aviões. “Por meio desse envolvimento com a aeronáutica, a Renault já demonstrava preocupação com o desempenho e com a superação de limites ”, comenta Sylvia.
Apaixonado por aviação, Louis Renault, fundador da montadora que leva seu nome, adquiriu, em 1933, as empresas aeronáuticas Caudron. Em seguida, ele criou a empresa CaudronRenault e renomeou todas as aeronaves Caudron com nomes de ventos: o C460 passou a se chamar Rafale em 1934, o C500, Simoun; o C640, Typhon; e o C714, Cyclone.
O primeiro Rafale da história é o Caudron Renault C460, um avião projetado para bater recordes
O primeiro Rafale da história, o Caudron Renault C460, é um avião de corrida monoplace. Projetado para bater recordes, foi produzido em apenas alguns exemplares. Essa discrição poderia tê-lo levado ao esquecimento. A ousadia estilística ditada por uma aerodinâmica de ponta e o desempenho extraordinário dessa aeronave, no entanto, marcaram para sempre a história da aeronáutica e o elevaram ao status de mito.
“O espírito pioneiro e o gosto por superar os próprios limites também estavam presentes em aviadores e aviadoras famosos, como Maryse Bastié e Hélène Boucher ”, explica Sylvia.
Foi a bordo do Rafale que a famosa Hélène Boucher bateu vários recordes de velocidade, incluindo o recorde mundial feminino de velocidade em 1.000 quilômetros, ao atingir 445 km/h em 11 de agosto de 1934.
Uma curiosidade histórica: “a base de treinamento e as pistas do aeródromo Caudron Renault ficavam em Guyancourt, exatamente onde hoje está localizado o Technocentre da Renault ”, comenta Sylvia com um sorriso.
Hélène Boucher, que na época tinha contrato com a Renault, elogiava as qualidades do Viva Grand Sport ao volante
Uma linha de tirar o fôlego
A linha tão característica do Caudron Renault Rafale foi fruto do trabalho de Marcel Riffard. Esse engenheiro aerodinamicista de grande talento também trabalhou no design de automóveis da Renault, entre os quais o Nervasport e o Viva Grand Sport. Único em seu gênero, este último era um modelo extremamente luxuoso, equipado com um motor de 6 cilindros em linha. Nos anúncios da época, Hélène Boucher, então sob contrato com a Renault, elogiava as qualidades do Viva Grand Sport ao volante.
Um anúncio antigo da Renault que destaca a aviação e o setor automotivo como motores do progresso, associados à velocidade e à aerodinâmica
A aviação, assim como a indústria automotiva, é uma área pioneira, impulsionadora do progresso e da inovação. À altura de sua ilustre herança de nome, o Novo Renault Rafale busca a excelência em design e aerodinâmica. Com suas linhas de tirar o fôlego, ele se apresenta como o SUV coupé emblemático da linha de luxo à francesa da Renault.
“O nome Rafale é imediatamente associado à tecnologia, ao desempenho, à ousadia, bem como ao prazer de dirigir e à agilidade”, acrescenta Sylvia. “Com base em nossa história, Rafale é um nome decididamente significativo que transmite perfeitamente o posicionamento do nosso futuro SUV coupé de alta gama. Tenho certeza de que um futuro promissor se desenha para o Rafale ao lado dos demais veículos da linha Renault”, esclarece Sylvia.
Tanto na aviação quanto no setor automotivo, o termo “Rafale” está associado aos conceitos de aerodinâmica e eficiência
Um novo fôlego no segmento de luxo
O novo Rafale representará, portanto, o topo de linha da Renault. Para ilustrar a grande ofensiva da marca no segmento D, em conjunto com o Novo Espace, era necessário que este modelo tivesse um nome forte, marcante e cheio de personalidade. Longe de ser comum, a escolha do nome Rafale é rica em significado e coerência.
É impossível não notar que o nome Rafale desperta emoções imediatas. Ele evoca inconscientemente todo um universo, sobretudo por sua referência à aviação. “Nos anos 30,a tecnologia utilizada na aviação da Caudron Renault era um verdadeiro laboratório para o desenvolvimento dos futuros carros, da mesma forma que a Fórmula 1 é hoje uma fonte de tecnologia para nossos veículos atuais”, comenta Sylvia.
Por sua sonoridade cativante e por remeter a uma força da natureza, esse nome inspira naturalmente a ideia de penetração no ar. Tanto na aviação quanto no setor automotivo, “Rafale” está associado aos conceitos de aerodinâmica e eficiência. É um nome particularmente adequado para um automóvel com linhas aerodinâmicas. “Rafale evoca o vento, que esculpe sua carroceria aerodinâmica. Ele remete imediatamente à silhueta aerodinâmica e ao caráter forte do nosso veículo”, afirma Sylvia.
Por fim, e isso está longe de ser um detalhe, Rafale é um nome francês. Ele simboliza a excelência à francesa. “A palavra Rafale, assim como nossos outros nomes, Austral e Espace, vem de nosso DNA, relembrando nossas raízes francesas”, conclui Sylvia.