O Renault Group contribui para a luta contra o aquecimento global através da eletrificação da sua gama, com vista a reduzir as emissões durante a utilização, e empenha-se igualmente em descarbonizar os materiais que compõem os seus veículos. nPara além das estradas, o Renault Group dedica-se à descarbonização da sua indústria e acelera a sua transição energética.nOs resultados são visíveis: O Renault Group encontra-se agora na vanguarda dos fabricantes mundiais em termos de redução das emissões de CO₂ provenientes das suas instalações industriais. Duas abordagens industriais complementares permitem estes resultados: consumir menos e consumir de forma mais limpa. Descubra em vídeo a estratégia de descarbonização do grupo.
POR Renault Group
Nicolas Estèbe, Diretor de Descarbonização e Eficiência Energética da Indústria, fala-nos mais sobre o roteiro, as ações já lançadas e os seus resultados.
«No que diz respeito à produção, o nosso objetivo é alcançar a neutralidade carbónica a partir de 2025 para o polo ElectriCity e a unidade de Cléon, a partir de 2030 para as unidades de produção na Europa e em 2050 para todas as instalações industriais a nível mundial.»
Eficiência energética e energias renováveis: o Renault Group implementa uma estratégia global
A eficiência energética sempre foi uma preocupação, mas hoje, no contexto atual de tensão em torno da energia, este tema tornou-se uma prioridade fundamental.
Em França, pretendemos reduzir em 40 % o nosso consumo de energia por veículo produzido até 2025, em comparação com 2021, e em 30 % a nível mundial.
Em todas as nossas fábricas, já alcançámos uma redução de 20% até ao final de 2023. Assim, percorremos dois terços do caminho. Um resultado que nos permite registar um consumo de 1,58 MWh/veículo em 2023, contra 2,00 MWh/veículo em 2021. É motivo de orgulho pelo trabalho realizado pelas equipas.
O objetivo continua a ser reduzir para um quinto as nossas emissões de CO₂ por veículo produzido até 2030, o que representa uma redução de 80% em relação a 2019.
O desafio é grande, mas estamos confiantes, pois estamos no caminho certo e os nossos resultados de 2023 confirmam-no: já registámos uma melhoria de um terço em relação a 2019. O nosso próximo marco importante será atingir -50% em 2025, explica Nicolas.
Para tal, foi estabelecido um plano de ação com etapas definidas.
O nosso programa abrange todas as instalações do Grupo, nos quatro continentes onde estamos presentes, com objetivos definidos por zona geográfica. O que está em jogo é muito importante. Antecipámos as nossas orientações para cumprir estes objetivos ambiciosos.
Acelerar a descarbonização: duas abordagens industriais que se complementam
Consumir menos e de forma mais inteligente
Primeiro: ser pragmático ! Reduzir a dimensão das nossas oficinas: as instalações mais compactas consomem menos energia em aquecimento e iluminação. Uma poupança substancial!
Em seguida, apostar no digital: o Renault Group foi o primeiro fabricante a dotar-se de um Metaverso Industrial. A digitalização da indústria permite monitorizar em tempo real os consumos e contribui diretamente para a eficiência energética. Em 2022, o Renault Group criou, no âmbito deste Metaverso, um portal dedicado à energia denominado Ecogy. Este portal reúne, numa única interface, os dados relativos ao consumo de eletricidade, gás, ar comprimido, água, etc. Com base nos dados recolhidos, a inteligência artificial permite otimizar o consumo em tempo real.
E, claro, incentivar a mobilização das equipas: promover a adoção de gestos ecológicos e a partilha das melhores práticas. Um exemplo desta dinâmica coletiva é o lançamento, no final de 2023, do Desafio Zero Despesas @Stop. Centrado na redução do consumo nos dias não úteis, permitiu que todas as fábricas do grupo se desafiassem mutuamente para fazer surgir as melhores ideias e obter reduções substanciais.
Consumir de forma mais sustentável, recorrendo às energias renováveis
Embora a análise do consumo continue a ser essencial, é necessário trabalhar noutros aspetos, nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento de energia renovável. Para evitar o recurso a energias fósseis, o Grupo conta com a colaboração de «especialistas em energia».
« Deixar de utilizar gás continua a ser um grande desafio para uma empresa industrial como o Renault Group, mas as soluções existem e nós temos o know-how », recorda Nicolas.»
De facto, desde a sua criação em 2012, a fábrica de Tânger foi concebida para se aproximar do objetivo de emissões de carbono quase nulas.
Mas o que é possível fazer numa fábrica construída de raiz nem sempre é fácil de replicar quando se trata de transformar o que já existe. No entanto, é precisamente isso que o grupo se esforça por fazer.
Assim, o Renault Group colabora com diversos parceiros, como a Iberdrola em Espanha, para o abastecimento de todas as suas instalações nesse país. Ou ainda com a COMERC ENERGIA no Brasil. Uma parceria que permite à Renault Brasil produzir a sua própria energia através da exploração de um dos maiores parques solares. Este parque cobre 85 % das necessidades energéticas necessárias para as atividades industriais e as operações administrativas.
Em Espanha, 100 % da produção de eletricidade já é assegurada por parques fotovoltaicos.
Na Turquia, já existem sistemas de recuperação de calor residual em funcionamento, e na Espanha estarão operacionais a partir de 2025.
No que diz respeito à França, destacamos o local de Douai, onde está prevista a construção de uma instalação geotérmica, com o objetivo de cobrir 70 % das necessidades de aquecimento do local.
Estas soluções são diversas, uma vez que o objetivo é avançar caso a caso, de acordo com a sua adequação à localização da fábrica, quer se tratede *geotermia, *metanização ou ligação a redes de aquecimento urbano ou industrial, por exemplo.
O desafio é grande, mas a dinâmica já está em marcha e arrasta até os fornecedores de componentes para esta espiral virtuosa.
Com base nesta estratégia global, o Renault Group está a mobilizar todos os meios ao seu dispor: eficiência energética, compactação das instalações, gestão do consumo e descarbonização da energia consumida. As equipas estão motivadas e os resultados estão a surgir.
* A energia geotérmica depende do calor da Terra. Esta energia permite produzir calor verde.
* A metanização é uma tecnologia que se baseia na degradação da matéria orgânica por microrganismos, em condições controladas e na ausência de oxigénio.