Descarbonização, competitividade e resiliência: o desafio dos próximos anos
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Dez anos após a assinatura dos Acordos de Paris sobre o clima, o Renault Group está a implementar várias medidas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa resultantes das suas atividades, tendo como objetivo acelerar a sua transição paraa mobilidade elétrica, acompanhando os seus clientes nessa adoção, sem comprometer a suacompetitividade, asuarentabilidade nem a empregabilidade dos seus colaboradores.
O desafio da transição energética
A necessidade de descarbonizar a economia, as rápidas mudanças tecnológicas, a volatilidade dos preços das matérias-primas, o aumento da regulamentação, a concorrência proveniente da China, as tensões geopolíticas e as suas consequências em termos de tarifas no comércio mundial… entre todos os desafios que a indústria automóvel europeia enfrenta atualmente, o da transição energética destaca-se particularmente e alimenta, aliás, todos os outros.
Por ocasião do décimo aniversário do Acordo de Paris sobre o clima, assinado a 12 de dezembro de 2015, com a decisão emblemática de manter o aumento da temperatura média global «bem abaixo» dos 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, surge aqui a oportunidade de fazer um balanço da estratégia de descarbonização do Renault Group.
Reduzir as emissões de carbono responsáveis pelo aquecimento global
De facto, há mais de dez anos que a empresa se tem empenhado em reduzir as emissões de gases com efeito de estufa resultantes do conjunto das suas atividades, tanto a montante como a jusante do fabrico dos veículos, ou seja, ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel.
A sua ambição? Contribuir para a neutralidade carbónica e avançar rumo às emissões líquidas de carbono nulas até 2040 na Europa e até 2050 a nível mundial.
Assim, entre 2019 e 2024, as emissões de CO₂e* decorrentes da fase de utilização dos veículos das nossas marcas diminuíram quase 40%, tendo as emissões geradas pela montagem nas fábricas do Grupo sido reduzidas para metade.
Vários fatores explicam estes resultados. Em primeiro lugar, a empresa colocou a descarbonização ao mesmo nível dos seus indicadores de competitividade e desempenho. O objetivo é adotar uma abordagem transversal ao desenvolvimento sustentável em todos os níveis das áreas de atividade e em todas as direções da empresa.
*As emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global, são calculadas em equivalente de dióxido de carbono: CO₂e
Economia circular e conceção ecológica na fase inicial
Os esforços começam logo na fase inicial, na conceção do veículo. Uma vez que os materiais utilizados no fabrico dos nossos produtos representam entre 10 % e 40 % dapegada de carbono do Renault Group, promover a conceção ecológica dos nossos veículos constitui, de facto, uma alavanca eficaz para a descarbonização.
A conceção ecológica de um veículo consiste em:
- Reduzir o número de peças e as quantidades de material utilizadas no seu fabrico
- Privilegiar métodos de fabrico que consumam menos energia
- Aumentar a proporção de materiais reciclados e/ou de origem biológica
- Antecipar a sua reciclagem e aumentar a reutilização das peças e materiais que o compõem
Assim, o Novo Clio apresenta uma percentagem recorde de materiais provenientes daeconomia circular, ou seja, mais de um terço do seu peso! Em particular, incorpora o dobro de plásticos reciclados em comparação com a média do mercado automóvel europeu.
Otimização energética para as instalações de produção
Com o objetivo de avançar para uma exploração com baixas emissões de carbono das suas instalações industriais, o Renault Group recorre a duas medidas fundamentais: a eficiência energética, que consiste em reduzir o consumo nas instalações ou em oficinas específicas, como os departamentos de pintura, que consomem muita energia e cujo consumo foi reduzido em 45%; e o recurso a energias renováveis, como a energia eólica na fábrica de Tânger e na Somaca, em Marrocos, ou a energia solar no Brasil.
As atividades de aprovisionamento, quer se trate da cadeia de valor dos fornecedores, a montante da produção, quer do transporte logístico, não ficam de fora. O Renault Group implementou uma política de compras responsáveis, estabelecendo como critério de seleção o respeito pelas práticas ambientais e sociais por parte dos seus fornecedores, nomeadamente a sua própria estratégia de descarbonização. A jusante, as equipas de transporte logístico recorrem a vários fatores-chave para reduzir o seu impacto, nomeadamente a otimização dos percursos e uma frota de transporte com baixas emissões de carbono. Além disso, a direção de logística conta com um ecossistema de centros de controlo inovadores para garantir a continuidade do abastecimento em caso de interrupção da cadeia logística, na maioria das vezes provocada por fenómenos climáticos.
O carro elétrico, principal motor da descarbonização do setor automóvel
Para além destas iniciativas, o principal fator que um fabricante automóvel deve aproveitar para reduzir o seu impacto e contribuir para uma mobilidade sem emissões de carbono continua a ser a eletrificação das suas gamas.

« Fazer a transição para os veículos elétricos é a solução mais radical para reduzir o nosso impacto. »
Cléa Martinet
Diretora de Desenvolvimento Sustentável, Renault Group
Uma vez que a motorização elétrica não produz emissões de escape, a sua pegada de carbono, calculada ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel, é assim reduzida para metade em comparação com um veículo com motor de combustão ! Atualmente, a empresa conta com cerca de dez veículos elétricos — veículos particulares e comerciais — nas suas marcas, e cerca de quinze se incluirmos as motorizações híbridas, que também permitem reduzir as emissões de escape em comparação com um veículo a combustão clássico.
A transição energética deve garantir a empregabilidade dos nossos colaboradores
A transição para a mobilidade elétrica exige conhecimentos e competências diferentes dos associados à tecnologia térmica. Exige um esforço de formação significativo. Foi este desafio que o Renault Group também enfrentou nos últimos anos, graças aos diversos centros de formação reunidos sob a égide da nossa universidade empresarial, a ReKnow University. Criada em 2021, esta universidade única no seu género já formou cerca de 40 000 pessoas até à data.
Apoiar os nossos clientes na sua escolha de um veículo elétrico
Próximo desafio? Contribuir para o crescimento do mercado dos veículos elétricos, cuja quota de vendas na Europa ainda era de apenas 13,6 % no final de 2024. Uma situação em parte atribuída aos custos de fabrico do veículo elétrico e, consequentemente, ao seu preço. Mais uma vez, o Renault Group conta com a sua entidade Ampere, que já conseguiu reduzir o tempo de desenvolvimento do Twingo de cinco para menos de dois anos. O que permite fixar um preço de entrada para o automóvel de 20 000 euros.
Por uma mobilidade europeia sustentável e competitiva
Na última edição da feira ChangeNOW – Soluções para o Planeta, que decorreu de 24 a 26 de abril de 2025, Josep-Maria Recasens, diretor de estratégia, produto e programas do Renault Group e CEO da Ampere, e Cléa Martinet, diretora de desenvolvimento sustentável do Renault Group e da Ampere, participaram num painel de discussão sobre o tema «Como descarbonizar o setor industrial?»
Nessa ocasião, salientaram que a transição para uma mobilidade europeia mais sustentável não pode ocorrer em detrimento da competitividade e da rentabilidade do setor automóvel, que representa 7% do PIB da União Europeia, emprega 13 milhões de pessoas, é responsável por 10% das exportações da UE e gasta cerca de 60 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento todos os anos.
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Perguntas frequentes
O que é a descarbonização?
A descarbonização refere-se ao conjunto de medidas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa — responsáveis pelo aquecimento global, como o dióxido de carbono ou o metano — por parte de uma entidade, uma empresa, uma cidade, um território, um país, etc.
A pegada de carbono ou balanço de carbono de uma empresa corresponde à quantidade de gases com efeito de estufa emitidos ao longo de todo o ciclo devida das suas atividades. Ou seja, tem-se em conta tanto a produção, como a utilização e, por fim, o fim de vida dos produtos da empresa em questão.
A pegada de carbono de um fabricante automóvel como o Renault Group corresponde à soma das emissões resultantes da extração dos materiais utilizados no fabrico das peças, da sua transformação junto dos fornecedores e da montagem dos automóveis nas fábricas. A isto acrescentam-se as emissões resultantes da fase de utilização do veículo, incluindo durante a manutenção. Nesta fase de utilização, são igualmente contabilizadas as emissões de gases com efeito de estufa resultantes da produção dos combustíveis utilizados para alimentar o automóvel, quer se trate de motores térmicos, elétricos, híbridos ou a hidrogénio. Por fim, somam-se as emissões resultantes da reciclagem do automóvel, quando este chega ao fim da sua vida útil.
O Renault Group intervém em todo o ciclo de vida do automóvel — conceção, aprovisionamento de peças e materiais, logística a montante e a jusante, fabrico nas suas fábricas, consumo durante a utilização e reciclagem — para reduzir as emissões resultantes das suas atividades e diminuir a sua pegada de carbono. A empresa implementou várias medidas para reduzir essas emissões, tais como a conceção ecológica, a economia circular, a eficiência energética, o recurso a energias renováveis, a aerodinâmica e a redução do peso dos seus veículos, as motorizações elétricas e híbridas e a reciclagem.
O Renault Group tem como ambição alcançar o zero emissões líquidas até 2040 na Europa e até 2050 a nível mundial. A empresa estabeleceu objetivos intermédios para 2030 e pretende reduzir em mais de 62% as emissões resultantes das suas atividades industriais e em 27% as emissões decorrentes da produção e do abastecimento junto dos fornecedores, da utilização dos veículos e das operações logísticas a montante e a jusante da produção.
Para mais informações, consulte o relatório sobre o clima do Renault Group.










